
Joseph K havia voltado a ajeitar sua cabeça ao corpo, tinha costurado, com delicadeza, cada centímetro de pele, tinha sido dolorido, havia sangue e álcool por toda a parte, fora o mercúrio que avermelhava mais aquele carpete verde comprado na Bulgária. Depois da recuperação, voltou em casa, todos eles faziam questão de tê-lo lá na teia que era composta por todos eles.
K sentiu que seu silencio fora roubado, além das vestes e das asas, que ainda eram prometidas. Joseph chorou por dentro, sentiu seu corpo e seu frio serem invadidos por um longo torpor, um calor estranho a um homem que era um bicho de sangue frio. Joseph sentiu saudades, mas tinha medo que lhe roubasse ela também.

3 comentários:
"... A saudade é uma dor, mais não é dor de se doer..." Se quiser retê-la, prepare-se! Talvez o melhor mesmo seja deixá-la ir, diluir-se...
Problema do personagem é que até a saudade lhe querem roubar. Hoje a violência não ta fácil.
"saudade é uma estação acima de barra mansa", meu caro!!
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